Gafes de Lula e ‘campanha para a bolha’ irritam aliados, mas PT fala em ‘conter ansiedades’

Gafes de Lula e ‘campanha para a bolha’ irritam aliados, mas PT fala em ‘conter ansiedades’

By The Intercept

Aconselhado por auxiliares, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tirou parte desta quarta-feira para descansar. A redução do ritmo da agenda foi a forma delicada que aliados de Lula encontraram para dizer ao petista que ele precisa segurar a língua para evitar novos deslizes verbais.

Nas palavras de um assessor petista, “Lula atravessa a rua para pisar na casca de banana”. Para não responsabilizá-lo diretamente pelos escorregões, aliados disseram a Lula que ele precisa reduzir o ritmo das atividades para ter tempo de se preparar melhor, arejar a cabeça, elaborar o discurso e evitar novos deslizes. A proposta teve apoio até mesmo da noiva do ex-presidente, a socióloga Rosângela da Silva, a Janja.

Reunidos em um hotel na segunda, 2 de maio, Lula e seus auxiliares redigiram um pronunciamento para o lançamento da pré-candidatura, marcada para sábado, em São Paulo. A ideia é que Lula leia o discurso, algo que foge às características do ex-presidente, acostumado a falar de improviso.

Na véspera, assessores chegaram a comemorar o fato de Lula ter se mantido fiel ao roteiro e falado pouco, 15 minutos cravados, no ato pelo Dia do Trabalhador. Ele pediu desculpas por ter dito na véspera que Bolsonaro “não gosta de gente, só gosta de polícia”. Parecia que a ficha tinha caído.

Os deslizes verbais de Lula, no entanto, são apenas um dos motivos de reclamação de aliados em relação à pré-campanha. Aos poucos, as queixas chegam aos ouvidos do ex-presidente. Na semana passada, um grupo de dirigentes do PCdoB se reuniu com o petista e cobrou definições. Segundo os aliados, a pré-campanha está no “modo espontâneo”: tudo depende das vontades do próprio Lula, que centraliza as decisões, não delega poderes, fala o que lhe vem à cabeça e exclui do centro decisório quem não faz parte de seu círculo íntimo.

E poucos deixam de notar a bateção de cabeças no comando lulista. No domingo, o escritor Paulo Coelho, forte adversário de Jair Bolsonaro, usou o Twitter para pedir um freio de arrumação na campanha de Lula.

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